(...) enquanto passo, o sorriso é inevitável. Mudaram as cores. A parede, antes cinza, agora é azul. Um azul assim sem razão, sem grandes motivos. Mas a falta do que existia, não apaga o que existiu. O tempo passou. Um mundo mudou quase que por completo. Mas existem algumas lembranças. E uma distância gigante, mas não triste. O que passamos ali importou bastante (pra alguém sempre importa, acredite). Hoje, talvez não faça mais nenhum sentido, mas fez. E as lembranças ficam. Enquanto atravesso a rua, penso em tudo. Em tudo que foi. Em tudo que não vai voltar. E continuo andando, sorrindo. São pequenas lembranças do que aconteceu (e do que poderia ter acontecido), uma espécie de saudade bem cuidada, bem equilibrada, sabe?. O espaço pra tristeza foi deixado de lado. Passou. E valeu! Ponto final.
''Texto extraído do Blog Sobre nao ter o que dizer de Daniel Barros''

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