Procuro rumo por entre os escombros do que sobrou de mim. Desalojei meus vícios, minhas virtudes, meus medos e minhas manias.Tornei-me despido de preceitos e conceitos que carregava antes daquilo tudo acontecer.
Eu só consigo ver o lado bom de tudo isso. Fez com que eu me aproximasse mais ainda de quem eu gostaria de me tornar um dia. E vocês vão dizer: “Como assim ? Se ele foi embora sem dizer motivo, fugiu com as suas razões, te deixou sozinha …”
E eu que era a pessimista da história, pois é… Não vejo como um abismo essa situação. Consigo enxergar além, ver o resto de caminho do outro lado do penhasco. O problema é atravessá-lo sem ponte nenhuma. Mas tudo bem. Não faz mal parar um pouco e pensar sobre a vida.
Sabe, eu tenho sido cruel comigo mesma por todo esse tempo. Nunca parei pra pensar em como fui egoísta em exigir companhia em todas as minhas viagens. Acho que fui mimada demais e resolvi nunca aprender a andar sozinha. E, com isso, acabava levando todas aquelas minhas paixões. Eu as deixava me ferir, feria também pra acompanhar reciprocidade. Achava muito injusta essa coisa dos dois sairem ilesos da história. Alguém teria que ceder para mostrar que valeu a pena, mesmo que fosse eu.
O problema não eram as companhias, era o caminho. Será que consigo mudar essa mania de não conseguir estar sozinha?
Todo mundo um dia já disse que depois de uma grande lição de moral, vem a mudança. E daí vem a recompensa pra alguns dos nossos erros. Recompensador seria achar um jeito de andar em frente sem cair nesse abismo de novo.
E assim eu vejo. Ele, talvez, não tenha percebido ainda. Mas vem na mesma direção que eu. Eu aqui, sentada, encarando o meu passado, de costas pra onde deveria haver essa maldita ponte que me liga a ele. Ele vem correndo, com um sorriso no rosto, parecendo ter decidido seguir em frente. Ele, talvez, ainda não saiba que não há como passar por ela. Mas quando chega mais perto e se joga ao meu lado, fica difícil imaginar que algo seja impossível para ele. Ele, talvez, me conte toda a sua vida e descobrimos que o que nos levou até ali era a vontade de acertar, nem que fosse uma vez ao menos. Ele, talvez, não saiba. Mas a partir do momento em que escolhe ficar ao meu lado, procurando um modo de seguir em frente, me dá as mãos. E me convence de que finalmente encontrei o caminho.
Eu só consigo ver o lado bom de tudo isso. Fez com que eu me aproximasse mais ainda de quem eu gostaria de me tornar um dia. E vocês vão dizer: “Como assim ? Se ele foi embora sem dizer motivo, fugiu com as suas razões, te deixou sozinha …”
E eu que era a pessimista da história, pois é… Não vejo como um abismo essa situação. Consigo enxergar além, ver o resto de caminho do outro lado do penhasco. O problema é atravessá-lo sem ponte nenhuma. Mas tudo bem. Não faz mal parar um pouco e pensar sobre a vida.
Sabe, eu tenho sido cruel comigo mesma por todo esse tempo. Nunca parei pra pensar em como fui egoísta em exigir companhia em todas as minhas viagens. Acho que fui mimada demais e resolvi nunca aprender a andar sozinha. E, com isso, acabava levando todas aquelas minhas paixões. Eu as deixava me ferir, feria também pra acompanhar reciprocidade. Achava muito injusta essa coisa dos dois sairem ilesos da história. Alguém teria que ceder para mostrar que valeu a pena, mesmo que fosse eu.
O problema não eram as companhias, era o caminho. Será que consigo mudar essa mania de não conseguir estar sozinha?
Todo mundo um dia já disse que depois de uma grande lição de moral, vem a mudança. E daí vem a recompensa pra alguns dos nossos erros. Recompensador seria achar um jeito de andar em frente sem cair nesse abismo de novo.
E assim eu vejo. Ele, talvez, não tenha percebido ainda. Mas vem na mesma direção que eu. Eu aqui, sentada, encarando o meu passado, de costas pra onde deveria haver essa maldita ponte que me liga a ele. Ele vem correndo, com um sorriso no rosto, parecendo ter decidido seguir em frente. Ele, talvez, ainda não saiba que não há como passar por ela. Mas quando chega mais perto e se joga ao meu lado, fica difícil imaginar que algo seja impossível para ele. Ele, talvez, me conte toda a sua vida e descobrimos que o que nos levou até ali era a vontade de acertar, nem que fosse uma vez ao menos. Ele, talvez, não saiba. Mas a partir do momento em que escolhe ficar ao meu lado, procurando um modo de seguir em frente, me dá as mãos. E me convence de que finalmente encontrei o caminho.
Texto retirado do blog "Entre todas as coisas" Daniel de Oliveira
Postagem: Joyce Mendonça e Kíscella Alberti

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